Uso de produtos naturais como coadjuvante no tratamento da doença periodontal
AUTOR (ES)
Juiz, Paulo J. L.; Alves, Reinaldo J. C.; Barros, Tânia F.
FONTE
Revista Brasileira de Farmacognosia
A procura por produtos naturais com atividade antibacteriana no combate a doenças que afetam o elemento dental tem merecido destaque, principalmente com o advento de cepas multirresistentes a antibióticos (Roberts, 2002) e efeitos colaterais associados ao uso da clorexidina, que é aclamada como padrão ouro no controle da placa bacteriana (Jones, 1997), incluindo: inativação na presença de sulfatos e cálcio (Van Grunsven & Cardoso, 1995), manchamento extrínsico no esmalte dentário, hiperplasia de papilas linguais e perda do sentido da gustação. Desta forma, a utilização de produtos naturais associada ao tratamento preventivo poderia reduzir a alta incidência de doenças que afetam o elemento dental, como à doença periodontal.
A doença periodontal é descrita como um conjunto de processos inflamatórios e infecciosos que ISSN 0102-695X acomete os tecidos periodontais, de etiologia multifatorial, incluindo Diabetes mellitus insulino dependente, infecção por HIV, tabagismo (Genco, 1996; Yoshimitus et al., 1998), alterações neutrofílicas (Page & Kornman, 1997) e predisposição genética (Cullinan et al., 2008; Loos et al., 2008).
A doença periodontal é considerada uma infecção oportunista induzida por bactérias anaeróbias que colonizam o biofilme dental subgengival. Alguns pacientes podem não responder eficazmente a terapia periodontal convencional, que consiste em reduzir a microbiota patogênica e promover a regeneração tecidual, por meio de técnicas mecânicas (raspagem e alisamento radicular) e cirúrgicas, associadas a antibioticoterapia e uso de antissépticos. Porém, a presença de cepas de microrganismos multirresistentes são obstáculos a terapia periodontal.
O Brasil possui a mais rica flora em todo o mundo, com mais de 56.000 espécies de plantas, cerca de 19% da flora mundial. Estimativas indicam aproximadamente 5 a 10 espécies de gimnosperma, 55.000 a 60.000 espécies de angiospermas, 3100 espécies de briófitas e 1200 a 1300 espécies de pteridófitas, e em torno de 525 espécies de algas marinhas (Giulietti et al., 2005). Esta biodiversidade pode ser uma rica fonte de matéria-prima de produtos naturais com atividade antimicrobiana e representa uma alternativa promissora no combate as cepas multirresistentes.
A efetividade de um antimicrobiano pode ser influenciada pela presença de sangue, matéria orgânica, biofilmes intactos menos susceptíveis a ação da droga, o que dificulta a análise da atividade antimicrobiana frente a periodontopatógenos em testes in vitro.
O uso da clorexidina, a despeito de seus efeitos colaterais, poderia suplantar as dificuldades no controle químico da placa dental, visto que a clorexidina é um potente agente bactericida, embora seu efeito seja maior nas camadas superficiais do biofilme dental.
A atividade antibacteriana da clorexidina poderia ser melhorada por meio de sua combinação com óleos essenciais, que poderiam ser usados para reduzir a concentração de clorexidina em colutórios bucais, minimizando os efeitos colaterais e maximizando a atividade antimicrobiana deste antisséptico.
Branda e colaboradores (2005) descrevem o biofilme microbiano como uma comunidade multicelular fisiológica, bioquímica e estruturalmente organizada por uma matriz extracelular, a desorganização do biofilme ou a inibição da produção da matriz extracelular seriam mecanismos de ações ideais de um fitofármaco, mais do que agir exclusivamente sobre as bactérias planctônicas.
Muitos trabalhos (Bakri et al., 2005; Feres et al.,2005; Iauk et al., 2003; Lee & Chung, 2004) têm sugerido que o uso de plantas medicinais associado ao tratamento periodontal convencional, além da ação antiinflamatória, poderia resultar em diminuição da contagem de microrganismos responsáveis pela destruição dos tecidos de sustentação do elemento dental.
O efeito sinérgico das ações anti-inflamatórias, imunomoduladoras e antimicrobianas das plantas medicinais são uma ferramenta útil no tratamento da doença periodontal.
Não devemos, no entanto, desmerecer e abolir por completo o uso de drogas convencionais, cujo efeito comprovado corrobora a importância de sua utilização como: penicilina, tetraciclina, amoxicilina, doxicilina, metronidazol, ciprofloxacina e outros. Embora, a conscientização da população como um todo e dos profissionais da área de saúde habilitados para prescrição de medicamentos, quanto ao uso indiscriminado de antibióticos deverá fazer parte dos Programas anuais desenvolvidos pelo Ministério da Saúde, já que segundo Rodrigues e colaboradores (2004), cepas de Aggregatibacter actinomycetemcomitans, Porphyromonas gingivalis e Tannerella forsythensis já apresentam um perfil de resistência a determinadas drogas como a tetraciclina.
O uso de plantas medicinais em saúde preventiva e curativa é cercado de recomendações rigorosas quando da sua utilização, pois segundo Veiga Jr e Pinto (2005) muitas plantas têm mostrado efeitos adversos como irritação gástrica, lesões no sistema nervoso, hemorragias, irritação na mucosa bucal.
Plantas com atividade sobre os periodontopatógenos seriam mais eficazes se também inibissem o crescimento de microrganismos como o S. mutans, que facilitam a instalação de periodontopatógenos no biofilme dental.
A terapia periodontal tem como objetivo a saúde periodontal, evitando a perda do elemento dental. Os cirurgiões-dentistas procuram novas informações, a fim de torná-los capazes de identificar e tratar a doença periodontal, reduzindo o risco de desenvolvimento de doenças como as cardiovasculares, incluindo endocardite bacteriana, bem como minimizando problemas de cunho psicosocial, incluindo ausência de autoestima e oportunidade de trabalho, que estão diretamente relacionados às conseqüências que a DP pode gerar. Neste contexto, novos instrumentos de tratamento como o uso de plantas medicinais no controle do crescimento e organização do biofilme subgengival trará uma nova possibilidade para o tratamento de um problema, hoje, mundial: a Doença Periodontal.
Doenças periodontais e desfechos gestacionais adversos
AUTOR (ES)
Patricia Weidlich
FONTE
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
A associação das doenças periodontais com várias condições sistêmicas como alterações cardiovasculares, controle metabólico da diabetes, doenças pulmonares, úlcera gástrica e acidentes vasculares passou a ser extensivamente estudada a partir da década de oitenta. Um tópico em particular que tem merecido atenção de vários autores é o parto pré-termo e baixo peso ao nascer. O primeiro estudo sobre o assunto realizado em humanos mostrou que gestantes que apresentavam perda de inserção generalizada possuíam sete vezes mais chances de apresentar parto pré-termo e/ou recém-nascidos com baixo peso. Desde então, a doença periodontal passou a ser investigada como possível fator de risco para parto pré-termo e baixo peso ao nascer.
A relação entre doenças periodontais e os desfechos gestacionais adversos foi demonstrada em estudos com diferentes desenhos experimentais, e resultados inconsistentes são constantemente apresentados. Esta tese consiste em um ensaio clínico randomizado com 299 gestantes, em que foi avaliado o efeito do tratamento periodontal sobre parto pré-termo e baixo peso ao nascer. As pacientes do grupo teste receberam tratamento periodontal que incluiu raspagem e alisamento supra e subgengivais e instrução para higiene bucal. Consultas de controle para profilaxia profissional e instrução para higiene bucal foram realizadas após o tratamento até o parto. Os desfechos primários avaliados foram parto pré-termo e baixo peso ao nascer. Ambos os grupos não diferiram com relação à taxa de partos prétermo, sendo que 14 gestantes (9,09%) do grupo controle e 17 gestantes (11,72%) do grupo teste apresentaram término da gestação anterior a 37 semanas (p=0,57).
Com relação ao peso ao nascer, também não houve diferença significativa entre os grupos, sendo que oito gestantes (5,63%) do grupo teste e seis gestantes do grupo controle (4,05%) apresentaram recém nascidos com peso de nascimento inferior a 2500 gramas (p=0,59). A doença periodontal foi tratada com sucesso no grupo teste. Contudo, o tratamento da doença periodontal não reduziu de maneira significativa a ocorrência de parto pré-termo e baixo peso ao nascer.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
ficamento 2 e 3
Artrite crônica e periodontite
A artrite crônica e a periodontite apresentam similaridades em seus mecanismos patogênicos, o que tem despertado interesse na pesquisa sobre a associação entre essas condições (1). A artrite reumatoide (AR) pode funcionar como um modulador para a resposta imune no periodonto do hospedeiro, aumentando a suscetibilidade à doença periodontal destrutiva em adultos (2). Recentemente, nosso grupo de pesquisa observou que pacientes com artrite idiopática juvenil (AIJ) possuíam maior frequência de perda de inserção clínica periodontal na região Inter proximal, comparados a indivíduos saudáveis da mesma idade (3)
O periodonto é definido como o conjunto de tecidos que circundam os dentes. Subdivide-se em periodonto de inserção (ligamento periodontal, cemento radicular e osso alveolar) e periodonto de proteção (gengiva) . A principal função do periodonto é inserir o dente no tecido ósseo dos maxilares e manter a integridade da superfície da mucosa mastigatória da cavidade oral. O grau de destruição que o periodonto apresenta num dado momento é medido por meio de uma sonda graduada em milímetros (sonda periodontal). As principais condições inflamatórias que acometem o periodonto são gengivite e periodontite. A gengivite é uma inflamação apenas do periodonto de proteção e é clinicamente caracterizada por mudanças na coloração do tecido gengival (hiperemia) e presença de sangramento à sondagem e, normalmente, associa-se à presença de placa bacteriana no sulco gengival. Uma vez estabelecida à gengivite, se não houver interferência na formação continuada da placa bacteriana, pode desenvolver-se, em indivíduos suscetíveis, um quadro de periodontite.
Há estudos sugerindo que condições reumatologicas, como a AR e a AIJ, também possam ser modificadoras do processo saúde-doença periodontal, aumentando a suscetibilidade à doença periodontal destrutiva, tanto em adultos (2,6) como em crianças e adolescentes (3,7). Algumas hipóteses têm sido sugeridas para justificar uma possível associação entre a AR e a periodontite. Tais hipóteses serviriam também, com plausibilidade biológica, para uma inter-relação entre a AIJ e a periodontite, uma vez que, em todas essas condições, evidencia-se uma importante desregulação do sistema imune, possivelmente associada a ou influenciada por fatores genéticos e ambientais. A inter-relação entre a artrite crônica e a periodontite parece ter um caráter bidirecional.
Uma das teorias que tenta explicar como a periodontite seria uma condição de risco à AR baseia-se na exposição crônica ao lipopolissacarídeo que ocorre nas doenças periodontais. Segundo esse conceito, o lipopolissacarídeo de bactérias periodontopáticas serviria como uma fonte de superantígenos ao hospedeiro, podendo iniciar a cascata imunológica observada na AR(9). Por outro lado, a desregulação imunológica observada na AR, gerando o aumento de citocinas como a interleucina 1 (IL-1), o fator de necrose tumoral (TNF-) e a IL-6, local e sistemicamente, faria com que pacientes com artrite reumatóide, na presença de patógenos periodontais e um meio ambiente propício, desenvolvessem maior suscetibilidade à periodontite(6). Além disso, a hiperatividade neutrofílica tem sido evidenciada em certas doenças crônicas e parece justificar possíveis inter-relações entre algumas condições inflamatórias. Os neutrófilos são as células mais importantes nas articulações de pacientes com AR ativa e parecem desempenhar uma importante função na periodontite. Evidenciou-se hiperatividade de neutrófilos tanto na periodontite quanto na artrite. Desta forma, talvez uma doença possa funcionar como estímulo pré-ativador para neutrófilos periféricos, fazendo que essas células ajam de forma mais agressiva, quando recrutadas para atuar em outra doença (10-12).
AUTOR (ES)
Braga, Flávia Silva Farah Ferreira; Miranda, Letícia Algarves; Miceli, Vivian de Carvalho; Áreas, Alessandra; Figueredo, Carlos Marcelo Silva; Fischer, Ricardo Guimarães; Marques, Alessandra Fonseca Graça da Silva; Campos, Luciene Lima; Sztajnbok, Flavio Roberto
FONTE
Revista Brasileira de Reumatologia
Alterações periodontais associadas às doenças sistêmicas em crianças e adolescentes
AUTOR (ES)
Vieira, Thaís Ribeiral; Péret, Adriana de Castro A.; Péret Filho, Luciano Amédée
FONTE
Revista Paulista de Pediatria
As doenças periodontais consistem em processos inflamatórios de origem infecciosa que acometem os tecidos gengivais (gengivites) e/ou os tecidos de suporte dos dentes (periodontites) (1). Ocorrem como consequência das reações inflamatórias e imunológicas nos tecidos periodontais induzidas pelos micro-organismos do biofilme dental (placa bacteriana), danificando o tecido conjuntivo e o osso alveolar (2-3).
O biofilme bacteriano desempenha um papel importante no processo patogênico. Estratégias para evitar o seu acúmulo por meio de uma boa higiene oral e de raspagem e alisamento radicular devem ser empregadas. Enquanto as bactérias são essenciais para o desencadeamento da doença, a evolução e a extensão do dano periodontal também se relacionam com a suscetibilidade do hospedeiro (2).
O processo patogênico apresenta diferenças na extensão e gravidade no próprio indivíduo e entre indivíduos diferentes. As razões para isso são multifatoriais, podendo estar associadas a condições de risco, como alterações sistêmicas e aspectos comportamentais (2).
A periodontite apresenta alta prevalência em adultos. Em contrapartida, sua ocorrência é rara em crianças, mas não menos importante. Quando se manifesta na população infantil, a doença se desenvolve de forma mais agressiva, destrutiva e de rápida progressão, levando à perda de estruturas de suporte até à perda do elemento dental (1).
O desenvolvimento e a evolução da periodontite são dependentes da resposta imune do hospedeiro (4). Estudos sugerem que indivíduos com início precoce de doença periodontal podem ter doença sistêmica ou apresentar alterações no sistema imunológico (5-10). A hipofosfatasia (11-13), a histiocitose X(6,13-15), a síndrome de Down (7,16-20), a síndrome de Papillon-Lefèvre (6,11,13,2123), a síndrome de Ehlers-Danlos(3,6,11,13), a síndrome de ChédiakHigashi(6,13,24-25), doenças que levam à neutropenia(21,25-27) e disfunções de neutrófilos(6,13,21,25) como deficiência de moléculas de adesão e alterações de quimiotaxia, leucemia(28-31) e Aids(28,32-37) podem apresentar relação com o aparecimento de alterações periodontais graves em crianças e adolescentes
A ocorrência de alterações periodontais é observada com frequência em crianças e adolescentes com alterações sistêmicas (6-8,10-37). A literatura evidenciou que as alterações periodontais manifestam desde uma inflamação gengival até as formas mais destrutivas, como a periodontite agressiva, levando, em alguns casos, à esfoliação precoce de dentes. Esses achados são importantes para reforçar a necessidade de incorporar, no planejamento terapêutico desses pacientes, cuidados odontológicos que visem a prevenir e controlar a infecção periodontal, reduzindo assim perdas dentárias e infecções, o que pode contribuir para a manutenção da saúde sistêmica.
A artrite crônica e a periodontite apresentam similaridades em seus mecanismos patogênicos, o que tem despertado interesse na pesquisa sobre a associação entre essas condições (1). A artrite reumatoide (AR) pode funcionar como um modulador para a resposta imune no periodonto do hospedeiro, aumentando a suscetibilidade à doença periodontal destrutiva em adultos (2). Recentemente, nosso grupo de pesquisa observou que pacientes com artrite idiopática juvenil (AIJ) possuíam maior frequência de perda de inserção clínica periodontal na região Inter proximal, comparados a indivíduos saudáveis da mesma idade (3)
O periodonto é definido como o conjunto de tecidos que circundam os dentes. Subdivide-se em periodonto de inserção (ligamento periodontal, cemento radicular e osso alveolar) e periodonto de proteção (gengiva) . A principal função do periodonto é inserir o dente no tecido ósseo dos maxilares e manter a integridade da superfície da mucosa mastigatória da cavidade oral. O grau de destruição que o periodonto apresenta num dado momento é medido por meio de uma sonda graduada em milímetros (sonda periodontal). As principais condições inflamatórias que acometem o periodonto são gengivite e periodontite. A gengivite é uma inflamação apenas do periodonto de proteção e é clinicamente caracterizada por mudanças na coloração do tecido gengival (hiperemia) e presença de sangramento à sondagem e, normalmente, associa-se à presença de placa bacteriana no sulco gengival. Uma vez estabelecida à gengivite, se não houver interferência na formação continuada da placa bacteriana, pode desenvolver-se, em indivíduos suscetíveis, um quadro de periodontite.
Há estudos sugerindo que condições reumatologicas, como a AR e a AIJ, também possam ser modificadoras do processo saúde-doença periodontal, aumentando a suscetibilidade à doença periodontal destrutiva, tanto em adultos (2,6) como em crianças e adolescentes (3,7). Algumas hipóteses têm sido sugeridas para justificar uma possível associação entre a AR e a periodontite. Tais hipóteses serviriam também, com plausibilidade biológica, para uma inter-relação entre a AIJ e a periodontite, uma vez que, em todas essas condições, evidencia-se uma importante desregulação do sistema imune, possivelmente associada a ou influenciada por fatores genéticos e ambientais. A inter-relação entre a artrite crônica e a periodontite parece ter um caráter bidirecional.
Uma das teorias que tenta explicar como a periodontite seria uma condição de risco à AR baseia-se na exposição crônica ao lipopolissacarídeo que ocorre nas doenças periodontais. Segundo esse conceito, o lipopolissacarídeo de bactérias periodontopáticas serviria como uma fonte de superantígenos ao hospedeiro, podendo iniciar a cascata imunológica observada na AR(9). Por outro lado, a desregulação imunológica observada na AR, gerando o aumento de citocinas como a interleucina 1 (IL-1), o fator de necrose tumoral (TNF-) e a IL-6, local e sistemicamente, faria com que pacientes com artrite reumatóide, na presença de patógenos periodontais e um meio ambiente propício, desenvolvessem maior suscetibilidade à periodontite(6). Além disso, a hiperatividade neutrofílica tem sido evidenciada em certas doenças crônicas e parece justificar possíveis inter-relações entre algumas condições inflamatórias. Os neutrófilos são as células mais importantes nas articulações de pacientes com AR ativa e parecem desempenhar uma importante função na periodontite. Evidenciou-se hiperatividade de neutrófilos tanto na periodontite quanto na artrite. Desta forma, talvez uma doença possa funcionar como estímulo pré-ativador para neutrófilos periféricos, fazendo que essas células ajam de forma mais agressiva, quando recrutadas para atuar em outra doença (10-12).
AUTOR (ES)
Braga, Flávia Silva Farah Ferreira; Miranda, Letícia Algarves; Miceli, Vivian de Carvalho; Áreas, Alessandra; Figueredo, Carlos Marcelo Silva; Fischer, Ricardo Guimarães; Marques, Alessandra Fonseca Graça da Silva; Campos, Luciene Lima; Sztajnbok, Flavio Roberto
FONTE
Revista Brasileira de Reumatologia
Alterações periodontais associadas às doenças sistêmicas em crianças e adolescentes
AUTOR (ES)
Vieira, Thaís Ribeiral; Péret, Adriana de Castro A.; Péret Filho, Luciano Amédée
FONTE
Revista Paulista de Pediatria
As doenças periodontais consistem em processos inflamatórios de origem infecciosa que acometem os tecidos gengivais (gengivites) e/ou os tecidos de suporte dos dentes (periodontites) (1). Ocorrem como consequência das reações inflamatórias e imunológicas nos tecidos periodontais induzidas pelos micro-organismos do biofilme dental (placa bacteriana), danificando o tecido conjuntivo e o osso alveolar (2-3).
O biofilme bacteriano desempenha um papel importante no processo patogênico. Estratégias para evitar o seu acúmulo por meio de uma boa higiene oral e de raspagem e alisamento radicular devem ser empregadas. Enquanto as bactérias são essenciais para o desencadeamento da doença, a evolução e a extensão do dano periodontal também se relacionam com a suscetibilidade do hospedeiro (2).
O processo patogênico apresenta diferenças na extensão e gravidade no próprio indivíduo e entre indivíduos diferentes. As razões para isso são multifatoriais, podendo estar associadas a condições de risco, como alterações sistêmicas e aspectos comportamentais (2).
A periodontite apresenta alta prevalência em adultos. Em contrapartida, sua ocorrência é rara em crianças, mas não menos importante. Quando se manifesta na população infantil, a doença se desenvolve de forma mais agressiva, destrutiva e de rápida progressão, levando à perda de estruturas de suporte até à perda do elemento dental (1).
O desenvolvimento e a evolução da periodontite são dependentes da resposta imune do hospedeiro (4). Estudos sugerem que indivíduos com início precoce de doença periodontal podem ter doença sistêmica ou apresentar alterações no sistema imunológico (5-10). A hipofosfatasia (11-13), a histiocitose X(6,13-15), a síndrome de Down (7,16-20), a síndrome de Papillon-Lefèvre (6,11,13,2123), a síndrome de Ehlers-Danlos(3,6,11,13), a síndrome de ChédiakHigashi(6,13,24-25), doenças que levam à neutropenia(21,25-27) e disfunções de neutrófilos(6,13,21,25) como deficiência de moléculas de adesão e alterações de quimiotaxia, leucemia(28-31) e Aids(28,32-37) podem apresentar relação com o aparecimento de alterações periodontais graves em crianças e adolescentes
A ocorrência de alterações periodontais é observada com frequência em crianças e adolescentes com alterações sistêmicas (6-8,10-37). A literatura evidenciou que as alterações periodontais manifestam desde uma inflamação gengival até as formas mais destrutivas, como a periodontite agressiva, levando, em alguns casos, à esfoliação precoce de dentes. Esses achados são importantes para reforçar a necessidade de incorporar, no planejamento terapêutico desses pacientes, cuidados odontológicos que visem a prevenir e controlar a infecção periodontal, reduzindo assim perdas dentárias e infecções, o que pode contribuir para a manutenção da saúde sistêmica.
fichamentos1
A influência do fumo na doença periodontal
O fumo é associado a inúmeras patologias e responsabilizado por autos índices de mortalidade em todo o mundo. A fumaça do cigarro resultante da combustão incompleta do tabaco é constituída por uma mistura heterogênea de, da qual fazem parte a nicotina e o monóxido de carbono, que são substâncias responsáveis pelos efeitos deletérios do fumo nos tecidos periodontais.
Sabe-se que a nicotina está relacionada à perda óssea alveolar, perda de inserção periodontal, formação de bolsas periodontais e consequentemente perda de elementos dentais. Isto é observado devido a ação da nicotina sobre as funções defensivas de monócitos e neutrófilos na igG2 sérica reativa para o Actinobacillus actinomyce temcomitans, assim como sua ação sobre fibroblastos gengivais, produção de fibronectina colágeno tipo 1 que somado as diminuições do transporte de oxigênio produzida pelo monóxido de carbono alteram a resposta cicatricial tanto após a terapia periodontal cirúrgica quanto a não cirúrgica
O fumo acelera a reabsorção óssea e provoca maior perda da inserção clínica. A nicotina inibe a produção de fibroblastos gengivais, produção de fibronectina e colágeno tipo 1 elementos de suma importância no processo de cicatrização.
Referência bibliográfica:
Artigo do professor Laurindo boretelli neto, cirurgião dentista e doutor em ciências.
O fumo é associado a inúmeras patologias e responsabilizado por autos índices de mortalidade em todo o mundo. A fumaça do cigarro resultante da combustão incompleta do tabaco é constituída por uma mistura heterogênea de, da qual fazem parte a nicotina e o monóxido de carbono, que são substâncias responsáveis pelos efeitos deletérios do fumo nos tecidos periodontais.
Sabe-se que a nicotina está relacionada à perda óssea alveolar, perda de inserção periodontal, formação de bolsas periodontais e consequentemente perda de elementos dentais. Isto é observado devido a ação da nicotina sobre as funções defensivas de monócitos e neutrófilos na igG2 sérica reativa para o Actinobacillus actinomyce temcomitans, assim como sua ação sobre fibroblastos gengivais, produção de fibronectina colágeno tipo 1 que somado as diminuições do transporte de oxigênio produzida pelo monóxido de carbono alteram a resposta cicatricial tanto após a terapia periodontal cirúrgica quanto a não cirúrgica
O fumo acelera a reabsorção óssea e provoca maior perda da inserção clínica. A nicotina inibe a produção de fibroblastos gengivais, produção de fibronectina e colágeno tipo 1 elementos de suma importância no processo de cicatrização.
Referência bibliográfica:
Artigo do professor Laurindo boretelli neto, cirurgião dentista e doutor em ciências.
gincana de genética ( divulgação dos blogs- experiência da APAE.)
1-hitchasley salviano (turma 305.1) experiência da APAE: http://hitchasleysa.blogspot.com/2011/05/pessoas-especiais-mostram-essencia-do.html
2-Pedro Ikaro (Turma 305.1) Experiência na APAE:
3-Almira Gonçalves (Turma 305.1) Experiência na APAE:
4-Valdemir Silva (Turma 305.1) Experiência na APAE:
5-Marcos Brito (Turma 305.1) Experiência na APAE:
6-Nathália Vieira(Turma 105.1), Experiência na APAE:
7-Karina Macêdo (Turma 106.1), Experiência na APAE:
8-Caio Raull (Turma 201.1 ), Vídeo:
9-Lorem Krsna (106.1) Experiência na APAE: http://filhotedefauchard.blogspot.com/2011/05/visita-apae.html
10-Rayanne Maria (Turma 106.1), Experiência na APAE: http://odontorm.blogspot.com/2011/05/gincana-experiencia-na-apae-fiquei.html
11-Monique Anne (turma 106.1), experiência da APAE: http://moniqueanneoliveira.blogspot.com/2011/05/gincana-visita-apae.html
12-Alexandre (turma 305.1) experiência da APAE: http://alexandreodonto.blogspot.com/2011/05/visita-apae.html
sexta-feira, 27 de maio de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
gincana de genética
Aprendendo uma lição de vida na APAE!
No dia 19 de maio de 2011 os alunos do curso de odontologia da faculdade leão Sampaio tiveram a oportunidade de conhecer mais um pouco sobre os trabalhos desenvolvidos na APAE de Juazeiro do norte.
É um lugar realmente encantador, aonde barreiras como o preconceito e as limitações impostas pela sociedade não existem.
A superação é percebida em cada gesto e sorriso dos alunos da instituição que comovem a alma e nos fazem sentir mais humanos.
Lá eles dançam,cantam,brincam, e aprendem, mas o que mais nos surpreende é a felicidade que eles nos passam, como se quisessem nos dizer que o importante realmente nessa vida é ser feliz.
Parabenizo a APAE pelos trabalhos proporcionados a essas pessoas, exercendo com eficiência mais uma ação de cidadania contribuindo assim para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária para todos.
sábado, 21 de maio de 2011
entrevista(gincana de genética)
From: i_es_us@hotmail.com
To: lavouisier@hotmail.com
Subject: Gincana de Genética
Date: Thu, 19 May 2011 20:34:44 +0300
1.Qual o seu nome e instituto do qual faz parte?
bom meu nome eu me recuso a divulgar por completo porem segue como (L.F.B.N) fasso parte da Faculdade de Ciências Aplicadas Doutor Leão Sampaio.
2.O que estuda a biologia molecular?
Pode ser caracterizada como uma parte de grande importância da bioquímica, estuda em seu âmbito os processos biológicos da célula tais como replicação e transcrição resumindo estuda os processos que regem as funções primordiais da célula.
3.Quais os avanços significativos que a área da biologia molecular pode contribuir para a melhoria da saúde em geral?
Com os avanços na questão do mapeamento genetico atraves do projeto genoma espera-se que para o futuro seja possivel corrigir erros genéticos por modificações ou interações com o material genético alem dos grandes avanços esperados para os materiais trangênicos.
4.Você conhece algum artigo relacionando a biologia molecular com a odontologia?
Não que eu me recorde.
5.Qual a área de pesquisa que pretende atuar?
pesquisar a interação fitoquímica de algumas plantas de uzo popular na bioquimica.
6.Quais os pontos positivos e negativos proporcionados pelos avanços da biologia molecular?
Algumas pessoas ainda tem uma grande dúvida quanto aos avanços da biologia molecular por essa trabalhar com os processos mais fundamentais da célula então pode-se esperar mudanças milagrosas pra melhor ou pra pior nos pacientes tratados com essa metodologia.
To: lavouisier@hotmail.com
Subject: Gincana de Genética
Date: Thu, 19 May 2011 20:34:44 +0300
Entrevista
1.Qual o seu nome e instituto do qual faz parte?
bom meu nome eu me recuso a divulgar por completo porem segue como (L.F.B.N) fasso parte da Faculdade de Ciências Aplicadas Doutor Leão Sampaio.
2.O que estuda a biologia molecular?
Pode ser caracterizada como uma parte de grande importância da bioquímica, estuda em seu âmbito os processos biológicos da célula tais como replicação e transcrição resumindo estuda os processos que regem as funções primordiais da célula.
3.Quais os avanços significativos que a área da biologia molecular pode contribuir para a melhoria da saúde em geral?
Com os avanços na questão do mapeamento genetico atraves do projeto genoma espera-se que para o futuro seja possivel corrigir erros genéticos por modificações ou interações com o material genético alem dos grandes avanços esperados para os materiais trangênicos.
4.Você conhece algum artigo relacionando a biologia molecular com a odontologia?
Não que eu me recorde.
5.Qual a área de pesquisa que pretende atuar?
pesquisar a interação fitoquímica de algumas plantas de uzo popular na bioquimica.
6.Quais os pontos positivos e negativos proporcionados pelos avanços da biologia molecular?
Algumas pessoas ainda tem uma grande dúvida quanto aos avanços da biologia molecular por essa trabalhar com os processos mais fundamentais da célula então pode-se esperar mudanças milagrosas pra melhor ou pra pior nos pacientes tratados com essa metodologia.
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